terça-feira, 3 de abril de 2012
ATRÁS DA BOLA SEMPRE TEM...
Atrás da bola sempre tem um menino
Sempre tem um menino atrás da bola
POST EM CONSTRUÇÃO
Sempre tem um menino atrás da bola
POST EM CONSTRUÇÃO
quarta-feira, 28 de março de 2012
O PAPALAGUI, OS NACIREMAS E A CARTA DE MACUNAÍMA
A Carta de Macunaíma, no capítulo IX, do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, foi escrita quando o herói, naquela pindaíba, sem um puto no bolso, depois de torrar todas as suas bagas de cacau brincando com as paulistinhas num bordel, resolveu pedir dinheiro para as icamiabas. Tal como um filho pródigo, lembrou-se de casa, das mulheres amazônicas que abandonou. Fortes guerreiras, sem dúvida, mas rústicas, primitivas, telúricas. Consta que falavam outra língua e que, o que era de se esperar, não sabiam ler nem escrever, analfabetas, portanto. Como iriam, então, entender a carta? Qual a intenção do herói ao escrevê-la? Uma pedra bem no meio do caminho do herói. Não é por acaso que esse capítulo encontra-se também no meio do livro. Será que o interlocutor visado por essa carta são mesmo as icamiabas? Macunaíma é Mário nesse momento. Passada a euforia, juvenil e irrevente, frente ao novo, a viagem da arte moderna por São Paulo, a Semana de 22, Mário e Macunaíma, ambos terão que amadurecer. Os jovens não sabem ainda disso, os velhos tratam logo de esquecer, mas o rito da passagem para a idade adulta dói muito. É solitário. Não raro, vem acompanhado de perdas. Macunaíma perde a Muiraquitã, lembrança do seu amor, Ci. E Mário, perde o quê? O Brasil não conhece o Brasil! O Brasil nunca foi ao Brasil! Mário perde, talvez, a POST EM CONSTRUÇÃO
IMAGINAR É PRECISO! VIVER NÃO É PRECISO!
Fernando são muitas pessoas! Fernando Pessoa, até o nome antecipou o gênio das heteronimias. POST EM CONSTRUÇÃO
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS MEUS ALUNOS
Aluno é coisa esquisita! É como filho, melhor não tê-los!
Mas se não tê-los, como sabê-los?
Fui então decifrá-los, em estado de dicionário, e, pasmen, se lhes "falta a luz" do conhecimento por um lado, sobra o fogo da intuição por outro. São sensíveis, são terríveis, são Medeia, quando te amam, amam mesmo, quando te odeiam, cai fora, muda de profissão, não há piedade nem compaixão! Em um segundo deixam seu cabelo branco, são capazes de te enlouquecer. E você vai querer fugir deles como o diabo da cruz. Você é a cruz, bem entendido. Em outro podem fazer você rir como uma criança, daquelas risadas de doer a barriga.
Se tiver paciência para entendê-los, você não vai envelhecer nunca. A juventude deles é contagiante! E vai pegar você de jeito! Eu, por exemplo, nunca pensei em ser professora, mas Deus, que é um cara gozador e joga dados sim, decretou quando eu nasci:
Mas se não tê-los, como sabê-los?
Fui então decifrá-los, em estado de dicionário, e, pasmen, se lhes "falta a luz" do conhecimento por um lado, sobra o fogo da intuição por outro. São sensíveis, são terríveis, são Medeia, quando te amam, amam mesmo, quando te odeiam, cai fora, muda de profissão, não há piedade nem compaixão! Em um segundo deixam seu cabelo branco, são capazes de te enlouquecer. E você vai querer fugir deles como o diabo da cruz. Você é a cruz, bem entendido. Em outro podem fazer você rir como uma criança, daquelas risadas de doer a barriga.
Se tiver paciência para entendê-los, você não vai envelhecer nunca. A juventude deles é contagiante! E vai pegar você de jeito! Eu, por exemplo, nunca pensei em ser professora, mas Deus, que é um cara gozador e joga dados sim, decretou quando eu nasci:
"_ Vai, Luciana, ser professora na vida!"
Eu tinha outra escolha?
Eu tinha outra escolha?
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